Futebol Brasileiro

Surpresa e decepção do Brasileirão 2019: Fortaleza salta aos olhos; Cruzeiro frustra apostas e é rebaixado

Liderado por Rogério Ceni, o Leão se classificou pela primeira vez na história para a Copa Sul-Americana; com uma série de problemas extra-campo, a Raposa vai jogar a Série B também de forma inédita

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Rogério Ceni dirigiu Fortaleza e Cruzeiro no Brasileirão 2019(Getty Images)

Rogério Ceni dirigiu Fortaleza e Cruzeiro no Brasileirão 2019 | Getty Images

Surpresa e decepção do Brasileirão 2019: Fortaleza salta aos olhos; Cruzeiro frustra apostas e é rebaixado

Surpresa e decepção do Brasileirão 2019: Fortaleza salta aos olhos; Cruzeiro frustra apostas e é rebaixado

O Campeonato Brasileiro acabou tem pouco mais de duas semanas, mas ainda há tempo para constatações. Embora algumas previsões tenha se confirmado, como o título do Flamengo, apontado como um dos favoritos, e o rebaixamento dos recém-promovidos Avaí e CSA, houve também espaço para surpresas e decepções. Os protagonistas foram Fortaleza e Cruzeiro, respectivamente.


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Com elenco modesto, o Leão entrou no Campeonato Brasileiro com um foco: permanecer na Série A. Recém-promovido, o Tricolor apostara na manutenção de Rogério Ceni aliado ao apoio de sua torcida para fazer uma boa campanha na primeira divisão. Depois de um começo regular, a equipe sofreu com a saída de Ceni para o Cruzeiro e chegou a flertar com a zona do rebaixamento. Zé Ricardo, escolhido como sucessor, colecionou resultados ruins e foi demitido.

Na mesma época, Rogério Ceni teve problemas com jogadores badalados do Cruzeiro e foi desligado do cargo. O acaso fez com que o reencontro fosse inevitável. Com o retorno de seu comandante, o Fortaleza fez grande trajetória ao ponto de ser o time com o maior número de pontos somados nas últimas sete rodadas do Brasileirão e conquistando, de forma inédita, a vaga na Copa Sul-Americana. Apesar do êxito, o Leão não terá vida fácil. Em sorteio realizado na Conmebol, ficou definido que o Independiente será o adversário na estreia da competição.

 

O Cruzeiro, por sua vez, chegou com status de um dos favoritos ao título. A equipe celeste vinha do bi campeonato consecutivo da Copa do Brasil e da manutenção de sua base vencedora. Exceção feita ao uruguaio Arrascaeta, negociado com o Flamengo por cerca de R$ 65 milhões. Estrelado por Fábio, Dedé, Thiago Neves e Fred, somadas as contratações de Rodriguinho e Marquinhos Gabriel, por exemplo, foi apontado por parte da imprensa como principal postulante ao caneco.

No entanto, dentro de campo, o entrosamento de outrora não foi visto. Com foco na Libertadores, os titulares foram poupados por Mano Menezes nas primeiras rodadas da principal competição nacional. Com a eliminação no torneio sul-americano, para o River Plate nas oitavas de final, as atenções se voltaram ao Brasileirão. Sem os resultados, porém, Mano não aguentou a pressão e deixou o cargo. 

 

Rogério Ceni chegou e tentou mudar não só a forma do time jogar como também mexer em peças entre os titulares. Todavia, os chamados medalhões entraram em rota de colisão com o treinador, que durou apenas oito partidas no cargo. A aposta seguinte foi no 'estilo paizão'. Após deixar o Flamengo com trabalho questionado, Abel foi anunciado pelo clube celeste. Foram 14 jogos com três vitórias, três derrotas e oito empates. Cruzeiro na zona de rebaixamento restando apenas três rodadas para o fim. Abel colocou o cargo à disposição, e a diretoria acatou. 
 

No desespero, Adilson Baptista foi chamado. Sem sucesso. Três derrotas, a última para o Palmeiras por 2 a 1 em pleno Mineirão. O time mineiro foi rebaixado pela primeira vez em sua história. Com acusações de ações ilícitas ao longo do ano, o presidente, Wagner Pires de Sá, e vice, Hermínio Francisco Lemos, renunciaram ao cargo.


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