Futebol Brasileiro

Turra revela 'seis ou sete convites de fora' para Felipão desde a saída do Palmeiras

Felipão conversou com dirigentes de Boca Juniors, da Argentina, e Colo-Colo, do Chile, e a falta de acerto não envolveu a parte financeira em nenhum dos vários convites

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Por Redação do Esporte Interativo

Felipão deixou o Palmeiras em setembro de 2019(Cesar Greco/SE Palmeiras)

Felipão deixou o Palmeiras em setembro de 2019 | Cesar Greco/SE Palmeiras

Sem clube desde setembro de 2019, quando a comissão técnica do Palmeiras encerrou sua passagem pelo Palmeiras, o técnico Felipão tem conversado a cada dois dias com os auxiliares Paulo Turra e Carlos Pracidelli sobre como deve ser o próximo desafio do trio. Em meio a essas conversas, Felipão também dialogou com dirigentes que o procuram para tê-lo como treinador, principalmente de fora do Brasil.

De acordo com Paulo Turra, dirigentes do Colo-Colo procuraram o Felipão, como noticiou a imprensa chilena semanas atrás. "Eles entraram em contato com o professor, entraram em negociação, mas não chegaram a um acerto. O Colo-Colo foi um dos seis, sete que o procuraram. É um grande clube, maior clube do Chile, mas no momento, para aquilo que o professor queria, não era o time que ele desejava".

Felipão também foi bandeira de campanha nas eleições presidenciais do Boca Juniors, tendo um dos candidatos de oposição chamado a atenção do treinador com o projeto que o apresentou caso fosse eleito, o que não aconteceu: "O Boca Juniors é uma marca, assim como o Felipão é, ou seja, é juntar a fome com a vontade de comer! O professor tinha um acordo com o então candidato a presidente. Se ele ganhasse, o professor seria o nome. Era o principal nome. Era uma grande marca com uma grande marca. Mas infelizmente não deu certo", lamentou Paulo Turra.

De acordo com o auxiliar, a questão financeira não pesou nas escolhas de Felipão. "Se pintar um convite com consistência, aqui no Brasil ou lá fora, ele vai avaliar. E aí nem é o lado financeiro (pra não ter aceitado ainda as que recebeu). Não tinha consistência. Na hora certa, dentro do que ele está procurando, com toda a moral que tem, já que ele é uma marca, não somente um treinador, ele vai avaliar", falou Turra, que ainda completou: "quando voltamos da China ficamos parados de dezembro até julho. O professor nesse momento escolhe bem os clubes, porque tenho certeza que ele merece um clube de ponta pra trabalhar".

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CONVERSAS SOBRE MODELO DE JOGO, DE TREINAMENTO E ATÉ VÍDEOS DOS TRABALHOS EM PALMEIRAS E GUANGZHOU SÃO OBJETO DE ANÁLISE PARA MELHORIA 

No último trabalho da comissão técnica de Luiz Felipe Scolari, que se encerrou em setembro de 2019, o Palmeiras conquistou o decacampeonato nacional e ainda registrou a marca de 33 jogos de invencibilidade no Campeonato Brasileiro, terceira maior na história do torneio. Sem clube desde então, a paralisação do futebol sem previsão de retorno poderia fazer com que a comissão técnica parasse de se falar ou de pensar em trabalho, mas isso não ocorreu. Mesmo distantes, Felipão, Carlos Pracidelli e Paulo Turra estão trabalhando já com a mira voltada para o próximo projeto.

Cesar Greco/Agência Palmeiras
Felipão conquistou seis títulos no comando do Palmeiras

De acordo com Paulo Turra, há conversas quase diárias entre os três, na qual escolhem partidas para assistirem e depois analisarem. Algumas delas, históricas. "Assistimos juntos à final da Copa de 2002, em que o professor Luiz Felipe era o técnico e o Carlão era o treinador de goleiros. Também assistimos Palmeiras e Deportivo Cali, aquela final da Copa Libertadores da América de 1999 em que os dois trabalharam juntos. A gente vê os jogos e conversa", conta o treinador, que atua como auxiliar de Felipão desde 2016.

Todos os treinamentos realizados pela comissão técnica durante o período em que estiveram juntos no Palmeiras e no Guangzhou Evergrande-CHI estão arquivados por Turra e são objetos de estudo nas conversas com Felipão e Pracidelli, além de trechos de jogos. "Eu passo alguns lances e melhores momentos dos jogos que a gente fez na China e no Palmeiras também para a gente dialogar. Estamos projetando o próximo clube que a gente for, o modelo de treinamento e de jogo que vamos utilizar", revela Turra.

A expectativa da comissão técnica com as reuniões é observar tudo aquilo que foi realizado nos treinos e nos jogos dos últimos dois clubes em que trabalharam para buscar melhorias pensando no próximo projeto: "a gente tem que evoluir, a evolução que o futebol teve nos últimos cinco, seis anos, mostra que temos de evoluir. Observar perfil de equipe, de jogadores que vamos pegar e, dentro disso, a gente precisa ter o melhor modelo de jogo possível. Pegar as ideias que tínhamos no Palmeiras e no Guangzhou e evoluí-las", explica Paulo Turra. 

Embora Carlos Pracidelli esteja em São Paulo, Felipão no Rio Grande do Sul e Paulo Turra em Santa Catarina, todos seguem próximos e aguardando o comandante assumir um novo clube para seguirem com ele. De acordo com Paulo Turra, o treinador já recebeu "seis ou sete convites oficiais", como contou nessa mesma entrevista exclusiva ao Esporte Interativo e explicou quais motivos não o levaram a seguir em frente. 

A confiança de Turra na decisão de Felipão aparece na admiração que o treinador, que atua como assistente à convite de Luiz Felipe Scolari, demonstra pelo treinador: "o professor é uma marca. É uma máquina de títulos. Quantos técnicos são uma marca como Felipão é no mundo todo? Poucos. Ele pode escolher onde vai trabalhar e eu e o Pracidelli estamos tranquilos com isso. Ele merece um clube de ponta", concluiu Paulo Turra, que explicou o que atrai a atenção de Felipão: "um clube que ofereça condições de trabalho, lute por títulos e tenha uma boa estrutura".

 
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