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Vereador do RJ faz projeto de lei para proibir o VAR

No projeto de lei, vereador apelidado de Zico defende que o uso da tecnologia é caro e não tem 'contribuído para a melhoria do futebol'

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Por Redação do Esporte Interativo

Árbitro de vídeo foi adotado no Brasileirão na edição de 2019(Alexandre Schneider/Getty Images)

Árbitro de vídeo foi adotado no Brasileirão na edição de 2019 | Alexandre Schneider/Getty Images

O vereador Antônio José Papera de Azevedo, apelidado de Zico, criou um projeto de lei para proibir o uso do árbitro de vídeo na cidade do Rio de Janeiro. O projeto foi publicado no Diário Oficial da Câmara do Rio nesta quarta-feira (16).

No texto, Zico propõe que o VAR seja proibido não só em competições organizadas pela FERJ, mas sim em qualquer jogo realizado no Rio de Janeiro. Como justificativa, o vereador cita "julgamentos incoerentes e duvidosos" e afirma que, apesar do valor elevado da tecnologia, "o uso do árbitro de vídeo não tem contribuído para a melhoria do futebol".

Confira na íntegra o texto do projeto de lei:

Art. 1° Fica proibido o uso do Recurso de Árbitro de Vídeo (VAR) nas partidas de futebol organizadas pela Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro – FERJ, e realizadas no Município do Rio de Janeiro.

Art. 2º A arbitragem não poderá ter contato com qualquer tipo de vídeo durante o período de realização da partida.

Art. 3° O descumprimento da presente Lei acarretará a seguinte sanção:

I - multa no valor de R$ 250.000,00 (duzentos e cinquenta mil reais).

Art. 4º O valor arrecadado com as multas deverão ser revertidos para o Fundo Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor – FUMDC.

Art. 5º O Poder Executivo regulamentará esta Lei.

Art. 6º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Plenário Teotônio Villela, 8 de outubro de 2019.

Vereador ZICO, PTB

JUSTIFICATIVA

Esta proposição determina a proibição do uso do recurso do árbitro de vídeo (VAR) nas partidas de futebol organizadas pela Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro – FERJ, e realizadas no Município do Rio de Janeiro. Apesar de ser uma tecnologia muito cara, o uso do árbitro de vídeo não tem contribuído para a melhoria do futebol. Com interrupções demoradas, fazendo com que o ritmo das partidas seja alterado, quem perde é o torcedor, o público que paga para assistir ao espetáculo. Temos que registrar também os julgamentos incoerentes e duvidosos que fazem com que a tecnologia, que deveria vir para somar, subtraia a alegria do torcedor. A proposição visa devolver ao juiz da partida o poder de decisão sem a ajuda de um computador. É isto que o torcedor carioca pede, e que por todo o exposto, conto com o apoio dos meus pares para a aprovação desta Lei.

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