Futebol Brasileiro

Vittorio Medioli fala que dívida do Cruzeiro pode chegar a R$ 1 bilhão

Ex-dirigente executivo da Raposa também criticou a falta de profissionalismo de atletas e dirigentes

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Por Redação do Esporte Interativo

Ex-diretor executivo do Cruzeiro, Vittorio Medioli abriu o jogo sobre a situação do Cruzeiro I Foto: Divulgação

Ex-diretor executivo do Cruzeiro, Vittorio Medioli abriu o jogo sobre a situação do Cruzeiro I Foto: Divulgação

O ex-diretor executivo do Cruzeiro, Vittorio Medioli, utilizou sua página oficial em uma rede social para expor a situação do clube. O ex-dirigente abriu o jogo sobre as últimas administrações e afirmou que a dívida ultrapassa R$ 1 bilhão, se somada a renegociação do Profut (Programa de Modernização da Gestão de Responsabilidade Fiscal do Futebol Brasileiro).

"Numa situação catastrofista, como é o Cruzeiro, a cada dia aparece mais dívidas. A última conta vai chegar a R$ 800 milhões. Toda hora aparece um contrato. A maioria é fiscal. Lá, foi feito um Refis (Programa de Recuperação Fiscal) que chama Profut e tem três anos que não paga. Para renovar precisa gastar mais R$ 200 milhões, dentro dos 800 milhões que estão falando. Como não tem esses 200 milhões, a dívida (do Cruzeiro) vai para R$ 1 bilhão".

Em determinado momento, Vittorio Medioli criticou o excesso do consumo de bebidas alcoólicas e a falta de seriedade por parte dos atletas durante a preparação para as partidas. O ex-dirigente expôs a falta de profissionalismo e necessidade de estar com profissionais competentes.

"Tem que se abster de bebida alcoólica, tem que fazer análise de sangue, tem que ter nutricionista, não nutricionista de araque, nutricionista de verdade. Tem que ter todo um sistema para levar os atletas ao máximo desempenho. Eles tomam cachaça, ficam na gandaia e fica por isso mesmo, ninguém toma providência".

Não foi apenas a falta de profissionalismo dos atletas o alvo das críticas do ex-diretor executivo do Cruzeiro. Dirigentes que "não cuidam do clube" e "vão pra gandaia junto com os atletas" também não foram poupados.

"Hoje as pessoas ficam tão distraídas em ganhar dinheiro com trambique lá dentro, que não cuida do atleta, não cuida do clube. No futebol tem dirigente que vai na gandaia junto com atleta. É um caso de polícia, tem que entrar lá dentro, despoluir e reconstruir, não é muito difícil".

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Vittorio Medioli, que também é prefeito da cidade de Betim, em Belo Horizonte, deixou o cargo de CEO na Raposa no dia 5 de janeiro.

 

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