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Robinho alega consentimento e nega estupro: 'Não foi algo forçado'

Atacante afirmou que se relacionou, com consentimento, com a mulher que o acusa de estupro, mas que não teve nenhuma relação sexual

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Por Redação do Esporte Interativo

Robinho teve seu contrato com o Santos suspenso 'para focar em sua defesa' do processo(Ivan Storti/Santos FC)

Robinho teve seu contrato com o Santos suspenso 'para focar em sua defesa' do processo | Ivan Storti/Santos FC

O atacante Robinho concedeu uma entrevista exclusiva ao 'Uol' e apresentou sua defesa a respeito da acusação de estupro coletivo na Itália - pela qual foi condenado, em primeira instância, a nove anos de prisão.

De acordo com o jogador, que teve seu contrato com o Santos suspenso para focar em sua defesa no país europeu, houve de fato uma relação entre ele a mulher, porém essa relação foi consentida e não chegou a nenhum cunho sexual.

"Não tive relação sexual, tivemos relação de homem e mulher. Mas não houve nenhuma relação sexual, não houve penetração. (...) Muitas coisas que estão falando eu realmente não lembro, mas que houve um contato entre eu e ela, houve sim. Não estou negando isso. O que não houve foi algo forçado com ela, isso não teve".

Robinho defende também que a mulher que faz a denúncia não estava embrigada quando os dois se relacionaram e argumenta que ela consentiu com as relações com os amigos.

"Quando ela se aproximou de mim, ela não estava embriagada, até porque ela lembra do meu nome, lembra quem sou eu. A pessoa que bebe não lembra de nada. Ela lembra. O fato dela ter saído depois para outra discoteca com os garotos, isso mostra que ela não foi abusada. A pessoa que recebe um abuso, nunca recebi e ninguém da minha família, graças a Deus, que é algo muito sério, ela jamais sairia dali para ir para outro lugar com esses mesmos garotos".

O atacante Robinho revelou ainda que acredita que seu único arrependimento neste episódio é de ter traído sua esposa, que estava na boate na noite do ocorrido, e volta a ressaltar que não cometeu o crime de violência sexual.

"Eu me arrependo de ter traído a minha esposa. Esse é meu arrependimento. Em relação às frases que saíram, fora de contexto e para vender jornal e revista... Obviamente que eu mudei muito de sete anos pra cá, isso aconteceu em 2013 e eu mudei para melhor. A questão é: qual foi o erro que eu cometi? Qual foi o crime que eu cometi? O erro foi não ter sido fiel a minha esposa, não cometi nenhum erro de estuprar alguém, de abusar de alguma garota ou sair com ela sem o consentimento".

A DEFESA DA VÍTIMA

A vítima, uma mulher de origem albanesa, diz que foi à boate em 21 de janeiro de 2013 para comemorar seu aniversário de 23 anos ao lado de duas amigas. No dia, a programação da boate era dedicada à música brasileira.

Lá, estava Robinho junto a sua eposa e um grupo de quatro amigos. A violência contra a jovem teria ocorrido dentro do camarim usado pelo músico Jairo Chagas.

No depoimento à justiça, vítima disse que conheceu Robinho dois anos antes do crime – em 2011, em outra boate de Milão. Disse que em duas oportunidades em que se encontraram, o jogador, na primeira, pegou a mão dela e colocou em seu abdômen; na segunda, eles dançaram numa festa, e o jogador “tentou lamber o seu seio”. Mas ela disse que os episódios não a preocuparam.

Segundo a vítima, um dos amigos de Robinho a convidou para ir ao Sio Café, mas informaram que só deveria se aproximar da mesa depois que a mulher do jogador fosse embora.

Assim que isso aconteceu, ela e duas amigas se juntaram ao grupo de brasileiros, que depois passou a ter também a presença de Ricardo Falco. Segundo a vítima, os brasileiros ofereceram várias bebidas alcoólicas, mas apenas ela bebia, pois uma das amigas estava grávida e a outra estava dirigindo.

Por volta da 1h30 da madrugada, suas duas amigas foram embora e prometeream voltar para buscá-la. Ela, então, permaneceu na boate dançando com os amigos de Robinho quando, sem ar e um pouco "tonta", ela foi para a área externa do local. Lá um dos acusados no processo que corre à parte tentou beijá-la.

Segundo suas recordações, ela ficou no local sozinha por alguns minutos e "percebeu" que o mesmo amigo e Robinho estavam “aproveitando” dela.

– Acredito que no início estivesse fazendo sexo oral em [NOME DO AMIGO 3], e Robinho aproveitava de mim de outro modo, e depois eles trocaram de papel, dali não me recordo mais nada porque me encontrei rodeada pelos rapazes, não sabia o que acontecia – disse a vítima no depoimento.

Nos dias seguintes ao episódio, a jovem teve contato com Falco e com um dos outros brasileiros que estiveram na boate através de mensagens no Facebook e pelo telefone. Ao primeiro, disse que iria procurar um advogado. Ao segundo, ela chegou a dizer que estava grávida (com a intenção de "deixá-lo preocupado").

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