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Longe do Brasil, Natália e Gabi contam com amizade antiga para superar os efeitos da quarentena

Destaques da seleção brasileira de vôlei, jogadoras seguem na Turquia e trabalham em casa pensando na Olimpíada de Tóquio

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Por Redação Esporte Interativo

Gabi e Natália contam como estão lidando com a pandemia na Europa.(Getty Images, Getty Images AsiaPac)

Gabi e Natália contam como estão lidando com a pandemia na Europa. | Getty Images, Getty Images AsiaPac

Por MONIQUE DANELLO

Preocupação com a pandemia de Covid-19, incerteza em relação ao planejamento de trabalho para os próximos meses e saudade de casa. Natália e Gabi, duas das principais jogadoras da seleção brasileira de vôlei, enfrentam esse desafio a quase 11 mil km de distância do Brasil. Na Turquia, defendendo o Eczacibasi e o Vakifbank, clubes de Istambul, as ponteiras revelam o alívio por estarem na mesma cidade nesse momento, apesar da distância imposta pela quarentena.

"Na Turquia, o coronavírus demorou um pouco a chegar. Ainda fizemos uma partida do campeonato turco sem público, mas depois a competição foi paralisada e adiada por tempo indeterminado. No início fiquei um pouco preocupada até entender toda situação. A quarentena acontece em praticamente todo o mundo. Tenho sempre estado em contato com a Gabi, que joga em um clube também de Istambul. Nós jogamos juntas no Rio e no Minas. Ainda não nos vimos na quarentena, porque temos que ficar em casa. No entanto, estamos sempre nos falando no telefone e nos ajudando em tudo. Só de saber que ela está por perto me dá mais tranquilidade", contou Natália.

"Eu e a Natália tínhamos um contato quase diário, mas não estamos nos encontrando com a quarentena. Nos falamos diariamente e vamos nos atualizando das notícias pelas redes sociais. Só de saber que tenho uma amiga próxima, que é uma família para mim, gera um alívio. Sabemos que podemos contar uma com a outra em qualquer momento", revelou Gabi.


Gabi é uma das principais jogadoras da seleção brasileira | Getty Images, Getty Images AsiaPac

Titulares da seleção, Natália e Gabi são muito importantes para o time do técnico Zé Roberto Guimarães no projeto da Olimpíada de Tóquio. As jogadoras trabalham em casa, na Turquia, com acompanhamento da comissão técnica brasileira. Ao longo desse ciclo olímpico, as ponteiras já desfalcaram a seleção por problemas físicos e a preocupação é conseguir manter a forma, mesmo longe das quadras.

"Estou sempre em contato com o técnico Zé Roberto e o Zé Elias, preparador físico da seleção feminina. A vinda do Zé Elias para Turquia no início do ano foi muito positiva para ele ver como o trabalho está sendo feito nos clubes. Ele conversou bastante com o meu preparador físico. Foi uma troca de informações muito legal. Minha parte física é feita em casa. Tento ao máximo me manter em forma. Tenho um problema crônico no joelho e não posso ficar parada. Também tomo cuidado com a alimentação e ocupo minha cabeça o máximo possível com livros e séries", explicou Natália.

"O Zé Elias veio na Turquia e acompanhou nosso trabalho por quase duas semanas. Essa troca foi muito positiva. Acredito que ele tenha ficado tranquilo com o que acompanhou por aqui. Estou sendo bem tratada e tenho conseguido evoluir muito na parte física. O trabalho tem acontecido da forma como ele esperava. Foi bom e tenho trocado muitas informações tanto com ele, como com o Zé Roberto. O meu técnico aqui, o Giovanni Guidetti, tem uma relação muito boa com o Zé e isso é muito positivo. Fico muito feliz com a preocupação da comissão técnica em relação ao nosso trabalho", contou Gabi.

Assim como atletas brasileiros de todas as modalidades, Natália e Gabi apoiaram a decisão do Comitê Olímpico Internacional de adiar os Jogos Olímpicos de Tóquio. As jogadoras também não escondem o alívio com a confirmação de uma nova data (23 de julho a 8 de agosto de 2021), o que facilita o planejamento e diminui a ansiedade.

"O adiamento dos Jogos Olímpicos foi o correto a ser feito. É uma chance a mais para os atletas. Vou precisar continuar me cuidando para chegar em uma forma ainda melhor na próxima temporada. Gostei da nova data. Essa definição ajuda a todos a se programarem com antecedência. Já temos uma data final para o nosso objetivo", afirmou Natália.

"Teremos um período maior para nos prepararmos. Claro que gera um pouco de frustração por ter sido um ano de muita expectativa. No entanto, sabemos que seríamos prejudicados se os Jogos Olímpicos acontecessem na mesma época. É um ano para nos fortalecermos ainda mais e essa próxima edição pode ser usada para mostrar a todos a força do esporte, para trazer o mundo junto em busca de uma causa", completou Gabi.

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