por ​Aline Nastari


O Flamengo contratou Julio Cesar como homenagem aos serviços prestados, mas o goleiro faz questão de mostrar um discurso sem vaidade. Com o contrato de três meses chegando na metade final, o camisa 12 não cobrou o clube, mas espera que a despedida seja no Maracanã, no principal palco tanto do Rubro-Negro como de sua torcida.


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Ao Esporte Interativo, o ex-arqueiro da seleção brasileira falou sobre o adeus, a boa impressão com o "novo Flamengo" e defendeu o elenco do que tratou como cobranças excessivas por resultados. Na volta ao clube, Julio Cesar já entrou em campo uma vez, mas não sabe se terá outra oportunidade. Segundo o próprio jogador, basta a ajuda fora de campo, até como "professor" dos mais jovens.


"Estou procurando no dia a dia curtir cada momento nesse novo Flamengo. É um clube que foi muito importante na minha formação como atleta e como homem. O que eu procuro, dentro daquilo que vivi e vivo no futebol, principalmente de coisas que aconteceram na minha carreira não muito positivas, é que os mais novos não passassem. Então, você passa algumas situações para não ocorrer com eles o que ocorreu comigo. Vou fazer o que for possível dentro do meu limite", disse.

Esporte Interativo: Você veio com contrato de três meses e já se passaram um e meio. A vontade é fazer a despedida no Maracanã?


Julio Cesar: "A vontade de me despedir no Maracanã existe, não tenha dúvida. Seria um reencontro com a torcida. Mas, se não rolar, não tem problema. Deixei bem claro para a direção que estou vindo, mas sem oba oba. Quero ajudar dentro do possível e tentar fechar o ciclo com o título de campeão carioca. E respeitando sempre a posição do treinador, do grupo, do treinador de goleiros, que hoje é quem decide quem vai jogar".


EI: Parte de torcida e até da imprensa misturou os resultados ruins de 2017 com falta de vontade do elenco. Como vê isso?


JC: "Eu cheguei aqui e encontrei um grupo dedicado, focado e muito profissional. Às vezes, dentro do campo, as coisas não acontecem dentro daquilo que a gente pleneja. Isso é normal dentro do futebol. E a cobrança vem, por se tratar do clube que é. Tenho certeza que o Flamengo vai fazer um ano maravilhoso, como foi no ano passado. Acho que o Brasil tem uns termos de exigência muito grandes, porque a pessoa não vê o trabalho em si, ela quer o resultado. Isso é normal, mas a gente não pode deixar de exaltar um time que chegou em três finais em um ano, com o número de jogos que fez. O Flamengo foi campeão carioca, chegou na final da Copa do Brasil, da Sul-Americana... Não ganhou, e isso é ruim, mas falar que o trabalho não foi bem feito é exagero. Nós, jogadores, queremos sempre jogar as finais. Nem sempre você vai jogar. Entra toda essa cobrança porque é o Flamengo, envolve muita paixão. O Flamengo está de parabéns, porque tem um grupo de jogadores muito comprometido".


EI: A pressão pode ser um adversário a mais?


JC: "Grandes times e grandes jogadores têm que saber lidar com isso, porque é normal. Jogador de Seleção, de Flamengo, de Corinthians, estão acostumados a lidar com esse tipo de situação e tem que saber administrar da melhor maneira possível".


EI: O que mais te surpreendeu nesta volta ao Flamengo?


JC: "O que me surpreendeu foi reencontrar o Flamengo da maneira que está, com toda a infraestrutura. Eu sofri lá atrás e, hoje, encontro o Flamengo totalmente diferente. Tem refeitório, vários funcionários à disposição e todas as condições para trabalhar. É uma coisa que o Flamengo sempre sonhava, e foi o que me surpreendeu mais".

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Julio Cesar reestreou no mesmo campo em que se despediu 13 anos atrás: Volta Redonda


Fotos: Gilvan de Souza/Flamengo

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